Do alerta meteorológico ao efeito na linha
O COR trabalha com estágios operacionais e publica ocorrências como alagamentos e interdições. Para analisar uma linha, é preciso saber quando a chuva se intensificou, onde ocorreram os bloqueios e quais trechos do itinerário passam por essas áreas.
O efeito pode aparecer como desvio, baixa velocidade, longos períodos sem movimento, retorno antecipado ou ausência de registros.
O que o GPS não explica
Uma posição parada não informa se o ônibus está em congestionamento, aguardando liberação, avariado ou fora de serviço. Uma lacuna de transmissão pode decorrer de sombra de rede móvel ou indisponibilidade da fonte. O mapa oferece evidência espacial e temporal, não diagnóstico automático.
Método para uma análise pós-evento
Depois da chuva, delimite a janela crítica e compare com dias semelhantes. Marque ocorrências oficiais, sobreponha itinerários e calcule quanto tempo a linha levou para recuperar sua faixa normal de veículos e intervalos.
- Registrar o estágio operacional e seus horários.
- Mapear ocorrências confirmadas, sem usar relatos isolados como verdade definitiva.
- Comparar linhas afetadas com linhas-controle em outras áreas.
- Informar a cobertura do GPS durante todo o período.
- Evitar afirmar que um alagamento causou a queda sem compatibilidade espacial e temporal.