Da rua até a tela
A posição nasce no equipamento embarcado. Ela precisa ser calculada, transmitida pela rede móvel, recebida por sistemas intermediários, disponibilizada pela fonte pública, processada pelo BuzuRadar e finalmente desenhada no navegador. Cada etapa acrescenta alguns segundos — e pode falhar.
Por isso, o ícone não deve ser lido como um ponto exato que se move continuamente. Ele representa a última posição conhecida. Se o ônibus segue a 30 km/h, uma defasagem de um minuto já pode significar cerca de 500 metros de diferença, antes mesmo de considerar semáforos, pontos ou congestionamentos.
Timestamp da posição e timestamp do pacote
As boas práticas do GTFS Realtime recomendam que cada posição tenha o horário em que foi medida. Sem esse campo, um consumidor pode ser obrigado a usar o horário geral da mensagem e aparentar que um registro antigo é mais novo do que realmente é.
No BuzuRadar, a idade do dado é parte da informação. Um registro recente pode ser usado para localização aproximada; um registro antigo serve, no máximo, como pista de onde o veículo esteve.
Como ler o mapa com segurança
Use o mapa para responder perguntas proporcionais à precisão disponível: há veículos observados? Em que trecho eles foram vistos? A transmissão está recente? A linha apresenta continuidade? Evite transformar uma posição isolada em previsão exata de chegada.
Para estimar espera, é necessário ainda conhecer direção, percurso, trânsito, tempo de parada, regularidade e distância até o ponto. A localização ajuda, mas não substitui um sistema de previsão validado.
- Confira sempre a idade da última posição.
- Desconfie de saltos impossíveis ou de veículos parados por muito tempo no mesmo ponto.
- Compare mais de uma atualização antes de inferir movimento.
- Trate o trajeto desenhado como referência operacional, não como trilho físico.