O plano anunciado
A Prefeitura iniciou em 2026 novos trechos na Tijuca, Botafogo e no eixo Glória–Cinelândia dentro de uma meta de acrescentar 50 quilômetros à malha até 2028. A comunicação oficial afirma que o plano busca conectar bairros, equipamentos públicos e sistemas de transporte coletivo.
A meta oferece um ponto de partida verificável, mas cada trecho precisa ser acompanhado da fase de projeto, implantação, conclusão e uso.
O que faz uma conexão funcionar
A ciclovia deve chegar ao terminal sem obrigar o ciclista a disputar os metros finais em uma via hostil. É necessário prever travessias, sinalização, iluminação, estacionamento e, quando possível, integração com bicicletas compartilhadas.
- Continuidade entre origem, estação e destino.
- Acesso seguro nos cruzamentos e entradas do terminal.
- Paraciclos ou bicicletários com capacidade e vigilância adequadas.
- Compatibilidade com horários de funcionamento do transporte.
- Informação sobre rotas e conexões.
Como avaliar o resultado
Além de medir quilômetros entregues, deve-se contar pessoas que chegam de bicicleta às estações, mudança no raio de acesso, sinistros, uso por gênero e horário e redução do tempo porta a porta.
Uma ciclovia de dois quilômetros que fecha uma lacuna entre um bairro e o metrô pode gerar mais acesso do que um trecho maior desconectado. O mapa precisa mostrar rede e função, não apenas extensão.