O estágio verificado em 2026
Em janeiro de 2026, a Prefeitura iniciou um teste de 30 dias com um ônibus 100% elétrico na linha 28 do Conexão BRT, entre Pingo D’Água e o Terminal Curral Falso. O objetivo declarado foi avaliar desempenho em condições reais e subsidiar futuras contratações.
Outros fabricantes poderiam participar do ciclo de demonstrações. Isso caracteriza uma fase de teste tecnológico, não uma decisão de compra em escala.
Por que a infraestrutura é parte do ônibus
A autonomia anunciada por um fabricante não basta. Consumo muda com lotação, relevo, velocidade, ar-condicionado e temperatura. Garagens precisam de conexão elétrica, carregadores, segurança, espaço e estratégia para não retirar muitos veículos ao mesmo tempo.
Em maio, a Prefeitura anunciou parceria com C40 e GCoM para estudar a modernização dos terminais do Sistema RIO, incluindo infraestrutura de recarga e modelos técnicos, econômicos e jurídicos. O diagnóstico foi apresentado como preparação para eletrificação gradual.
O que acompanhar daqui em diante
Uma política verificável deve informar energia consumida por quilômetro, disponibilidade, falhas, autonomia real, custo total, emissões evitadas e adaptação das linhas. Também precisa dizer quem paga pela bateria, pela recarga e pela substituição ao longo do contrato.
| Estágio | Evidência |
|---|---|
| Demonstração | Veículo testado por período limitado. |
| Piloto operacional | Pequena frota com metas e avaliação publicada. |
| Infraestrutura contratada | Energia e recarga com cronograma definido. |
| Aquisição ou concessão | Quantidade, linhas e obrigações contratuais. |
| Operação em escala | Frota elétrica prestando serviço regular e monitorado. |